Paraisópolis quer educação para adultos
- 20 mar 2007, 14:10
- Na Imprensa
- 1.009 visualizações
- 3 comentários
Veja o vídeo da reportagem aqui.
O SPTV Comunidade mostra a iniciativa de voluntários que querem acabar com o analfabetismo numa das maiores favelas da capital, mas não têm ajuda para isso.
O fiscal do povo, Márcio Canuto, foi até Paraisópolis e acompanhou alunos que depois de um dia inteiro de trabalho vão até uma sala de aula para aprender.
Em Paraisópolis, favela que tem 80 mil habitantes, 15 mil são analfabetos ou semi-analfabetos. Fato que a união dos moradores quer acabar.
“Eu quero ir mais pra frente nos estudos, aprender mais, cada dia mais”, diz Olímpio de Barros, aluno.
“Você vai no mercado, fazer as compras, e não precisa mais de ninguém pra falar o preço”, alegra-se José Ferreira da Silva, pedreiro.
“São pessoas que não tiveram uma oportunidade, eu moro na comunidade, sei da realidade deles, então a gente interage bastante e é muito gratificante”, conta Juliana Gonçalves dos Santos, professora voluntária.
“Eu resolvi estudar porque eu tinha dificuldade pra arrumar serviço”, afirma Maria Aparecida Gomes, empregada doméstica.
“Hoje, em sala de aula, nós temos cerca de 880 alunos. A meta, para este semestre é três mil alunos. Nós vamos conseguir com a mobilização de toda comunidade”, diz Gilson Rodrigues, coordenador da Escola do Povo.
“Quem financia são ONGs, são empresas, o que é muito irrisório o valor, comparado com o que nós precisamos aqui em Paraisópolis”, diz Bruno Pereira, voluntário.
As aulas acontecem em todos os lugares da região, inclusive na sede da associação dos moradores.
No salão da pequena igreja do bairro também tem aula. “Primeiramente, pedir a Deus fé, para que levemos a sério o que estamos fazendo, porque é muito importante para nós e para o Brasil inteiro”, pensa José Brandão Ferreira, faxineiro.
Tem aula até mesmo na casa das professoras voluntárias, como a dona Marleide, que transformou sua sala de estar em uma sala de estudos.
“É um processo de legalização, de concessão se espaço público. Esse processo precisa realmente ser respeitado e formalizado pela secretaria de educação. Existe todo o interesse da secretaria de educação em ajudar. Boa vontade do dirigente não vai faltar e boa vontade da secretaria de educação não vai faltar”, garante Hirney de Souza Roberto, dirigente da Secretaria Estadual de Educação.
Um dos coordenadores da escola do povo, o Gilson Rodrigues, já protocolou os pedidos oficialmente, na secretaria estadual de educação.
Ele disse que a secretaria pediu um prazo de 15 dias para dar a resposta.
reportagem disponível no site do SPTV
3 Comentários em “Paraisópolis quer educação para adultos”
Deixe seu comentário
Gravatars são pequenas imagens que são exibidas quando você comenta. Caso não possua inscreva-se no site do gravatar hoje mesmo é gratuito!























COMO EDUCADORA ACHO UMA INICIATIVA IMPORTANTE COM GRUPOS DE ALFABETIZADORES.
TENHO UM GRUPO DE ANALFABETOS QUE IRÃO COMEÇAR A ESTUDAR EM FEVEREIRO COMIGO.
QUERO PODER CONTAR COM VOCÊS PARA TROCARMOS OPINIÕES E EXPERIÊNCIAS.
LINDO TRABALHO. VIVI ISTO HÁ 16 ANOS ATRÁS. É GRATIFICANTE E APRENDEMOS MAIS QUE ENSINAMOS COM ELES.
BJS TANIA
[Responder]
É muito bom poder contar com um recurso como este pra partilhar experiências, sugestões e ideias sobre a educação de adultos.
[Responder]
Olá meu nome é Carlos Eduardo,sou estudante de História na Uniban fui ex aluno do professor Hermany,gostaria de saber como funciona a escola do povo,o professor Hermany havia me falado mas infelizmente perdemos contato no ano passado, por favor peço informações,desde já obrigado.
[Responder]