Archive for junho, 2008
Jantar solidário Bananeiras 24 de Junho
600 histórias de luta, garra e dedicação
“Sempre morei na fazenda e lá não tinha escola. Só agora consegui um tempinho para aprender a ler e estou muito feliz, vocês nem imaginam o quanto”, afirmou a aluna Maria José Nogueira, que conseguiu se formar em alfabetização aos 46 anos de idade. “A gente sofre muito sem saber ler. Não sabe assinar nome, não sabe comprar coisa no mercado, não pode pegar ônibus sozinho”, explicou Elzene Souza, também de 46 anos, que acabou de ser alfabetizada. “A vida muda completamente”, comemorou.
As histórias variam, mas a vida difícil e o exemplo de garra e dedicação são uma constante entre os 600 formando de diversas idades que estiveram no Jockey Club recebendo seus diplomas.
“Foi uma luta”, resumiu a aluna Maria da Paixão que, às vésperas de completar 30 anos e com 5 filhos, nunca conseguiu tempo para os estudos. “Sempre tive vontade de aprender, mas a vida foi difícil e meus filhos aprenderam a ler antes de mim”, contou a aluna, que para frequentar o curso de alfabetização tinha que deixar “tudo pronto em casa para dar tempo”. O “tudo pronto”, explica Maria da Paixão, “é a comida dos filhos, a roupa lavada, passada, casa limpa, mercado feito”. E completa: “ Foi difícil, uma luta mesmo”.
“Com esses alunos a gente mais aprende do que ensina”, afirmou Jaidete Maria da Silva, uma das primeiras professoras do curso em Paraisópolis. “Aqui aprendemos lições de vida. São pessoas que enfrentam o peso da idade, o cansaço e muitas vezes até a fome pela determinação de aprender a ler e a escrever. É muito esforço, é uma vitória a cada dia. Tenho muito orgulho por eles”, disse a professora.
“Quero ajudar mais gente a aprender a ler e a escrever. Eu tinha vergonha de não saber nem assinar meu nome, e hoje tenho muito orgulho quando me pedem para eu assinar alguma coisa. Faço bem caprichado”, conta Edson Floriano, que está se formando em alfabetização aos 24 anos de idade. “Tive uma vida puxada. Meu pai era doente e tive que trabalhar desde cedo para trazer o arroz e o feijão para casa. Mas agora que consegui aprender, vou ler o que você vai escrever no jornal”, disse sorrindo.
Jornal Hora do Povo 13 de Junho de 2008
Carla Vilhena e maestro João Carlos Martins parabenizam alfabetização em Paraisópolis
“Tenho um enorme carinho para com esta comunidade. Estou orgulhosa de estar aqui e quero falar para vocês que a educação tira o véu da frente dos nossos olhos e nos faz pessoas diferentes”, afirmou a apresentadora Carla Vilhena, esposa do também apresentador Chico Pinheiro, que é padrinho do projeto de alfabetização em Paraisópolis. “Estou aqui representando nossa família. Eu e o Chico somos apaixonados por esta cidade, por esta comunidade de Paraisópolis e nos colocamos à disposição de vocês”, afirmou a apresentadora do SPTV durante o evento.
“Me perguntam se existe um cachê para tocar aqui. Aí eu respondo com a seguinte indagação: quanto é que eu tenho que pagar para poder participar de um evento com esta grandeza e importância como é a alfabetização em nosso país? Faço isso como faço muitas coisas na vida, com amor e na base do voluntariado, como deve fazer um bom brasileiro”, afirmou o maestro João Carlos Martins, que executou ao piano o Hino Nacional e, na sequência, o Hino à Negritude interpretado por seu autor, o professor Eduardo de Oliveira.
Jornal Hora do Povo 13 de Junho de 2008
Lideranças políticas e empresariais destacam sucesso do projeto e das parcerias
“Esta é uma oportunidade maravilhosa para a gente contribuir. Sempre apoiei o projeto de alfabetização e estimulo os empresários que conheço para que não deixem de exercer a cidadania e, através desse projeto, contribuam de maneira concreta com os menos favorecidos”, afirmou Rosa Richter, presidente da Associação Panamby e presidente da Associação de Moradores do Jardim Sul, no evento que reuniu vários representantes de empresários e do governo em apoio ao projeto.
“O sucesso desse projeto se deve ao fato dele envolver o conjunto da sociedade. A parceria multiplica a capacidade de atuação e de realização e, nesse sentido, Paraisópolis pode contar com a gente”, afirmou no evento o subprefeito de Campo Limpo, Luiz Ricardo Santoro. “Esse tipo de iniciativa é um modelo de parceria para a cidade de São Paulo, ainda mais quando envolve alfabetização”, completou o subprefeito de M´Boi Mirim, Cássio Loschiavo, também presente à formatura.
“A Educação é uma possibilidade concreta de mudança. Só seremos unos enquanto Nação quando todos tiverem acesso à Educação”, afirmou a empresária Sylvia da Costa Facciolla, da Alfaiataria de Negócios, que é parceira do projeto de alfabetização em Paraisópolis. Assim como ela, empresários de diversas áreas estiveram presentes e declararam apoio ao trabalho de alfabetização.
Jornal Hora do Povo 13 de Junho de 2008
Paraisópolis forma 600 alunos de alfabetização no Jockey Club
A formatura de 600 alunos do curso de alfabetização da comunidade de Paraisópolis, no bairro do Morumbi, reuniu lideranças comunitárias, femininas, estudantis, polÃticas, empresariais e representantes de governo no Jockey Club de São Paulo, na última segunda-feira (9), num evento que coroou um esforço conjunto para erradicar o analfabetismo entre jovens e adultos.
“Foi uma lutaâ€, resumiu a aluna Maria da Paixão que, à s vésperas de completar 30 anos e com 5 filhos, nunca conseguiu tempo para os estudos. “Sempre tive vontade de aprender, mas a vida foi difÃcil e meus filhos aprenderam a ler antes de mimâ€, contou a aluna, que para frequentar o curso de alfabetização tinha que deixar “tudo pronto em casa para dar tempoâ€. O “tudo prontoâ€, explica Maria da Paixão, “é a comida dos filhos, a roupa lavada, passada, casa limpa, mercado feitoâ€. E completa: “ Foi difÃcil, uma luta mesmoâ€.
“Com esses alunos a gente mais aprende do que ensinaâ€, afirmou Jaidete Maria da Silva, uma das primeiras professoras do curso em Paraisópolis. “Aqui aprendemos lições de vida. São pessoas que enfrentam o peso da idade, o cansaço e muitas vezes até a fome pela determinação de aprender a ler e a escrever. É muito esforço, é uma vitória a cada dia. Tenho muito orgulho por elesâ€, disse a professora.
“A gente sofre muito sem saber ler. Não sabe assinar nome, não sabe comprar coisa no mercado, não pode pegar ônibus sozinhoâ€, explicou Elzene Souza, de 46 anos, que acabou de ser alfabetizada. “A vida muda completamenteâ€, comemorou.
“A maioria absoluta de nossos formandos são mulheres e, para cada uma dessas mulheres que hoje se forma, se abre a luz de um novo caminho. Ela se transforma num exemplo para seus filhos e netos, além de ficar em melhores condições de acesso ao trabalho, que é condição essencial para sua emancipaçãoâ€, afirmou Ilda Fiori, 1ª secretária da Confederação das Mulheres do Brasil (CMB) entidade que, em parceria com a União dos Moradores de Paraisópolis, governo e iniciativa privada, foi responsável por levar o curso de alfabetização aos moradores. “Para ocupar os postos de trabalho que se abrem com o PAC, é preciso que a mulher se capacite e se qualifique e, o primeiro passo, é a alfabetizaçãoâ€, destacou Ilda.
“Nosso objetivo é erradicar o analfabetismo de 15 mil pessoas. Isso é um sonho que veremos transformado em realidadeâ€, afirmou Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores de Paraisópolis, que luta para conseguir mais apoio do governo e da iniciativa privada para atingir a meta de zerar o anlfabetismo na segunda maior favela do Brasil.
Se depender da força de vontade dos moradores, o sonho de Gilson vai se realizar. “Quero ajudar mais gente a aprender a ler e a escrever. Eu tinha vergonha de não saber nem assinar meu nome, e hoje tenho muito orgulho quando me pedem para eu assinar alguma coisa. Faço bem caprichadoâ€, conta Edson Floriano, que está se formando em alfabetização aos 24 anos de idade. “Tive uma vida puxada. Meu pai era doente e tive que trabalhar desde cedo para trazer o arroz e o feijão para casa. Mas agora que consegui aprender, vou ler o que você vai escrever no jornalâ€, disse sorrindo.
“Este ato é o coroamento de um esforço coletivo, de uma grande luta para alfabetizar os mais necessitados e para dar a eles a condição de cidadãos plenos perante a Pátriaâ€, afirmou o professor Eduardo de Oliveira, presidente do CNAB (Congresso Nacional Afro-Brasileiro).
Estiveram presentes o presidente do Jockey Club, Márcio Toledo; a secretária Estadual da Educação, Maria Helena Guimarães, o superintendente da CEF, Augusto César; o secretário de organização do MR8, Miguel Manso; a apresentadora Carla Vilhena; o sub-prefeito de Campo Limpo, Luiz Santoro; o sub-prefeito de M´Boi Mirim, Cássio Loschiavo, entre outros.
Jornal Hora do Povo 11 de Junho
Maestro João Carlos Martins emociona com as execuções do Hino Nacional e Hino à Negritude
“Me perguntam se existe um cachê para tocar aqui. Aà eu respondo com a seguinte indagação: quanto é que eu tenho que pagar para poder participar de um evento com esta grandeza e importância como é a alfabetização em nosso paÃs? Faço isso como faço muitas coisas na vida, com amor e na base do voluntariado, como deve fazer um bom brasileiroâ€, afirmou o maestro João Carlos Martins, que executou ao piano o Hino Nacional e, na sequência, o Hino à Negritude interpretado por seu autor, o professor Eduardo de Oliveira.
Jornal Hora do Povo 11 de Junho
Empresários levam apoio aos formandos e citam projeto como referência de sucesso em parcerias
“A Educação é uma possibilidade concreta de mudança. Só seremos unos enquanto Nação quando todos tiverem acesso à Educaçãoâ€, afirmou a empresária Sylvia da Costa Facciolla, da Alfaiataria de Negócios, que é parceira do projeto de alfabetização em Paraisópolis. Assim como ela, empresários de diversas áreas estiveram presentes e declararam apoio ao trabalho de alfabetização.
“Esta é uma oportunidade maravilhosa para a gente contribuir. Sempre apoiei o projeto de alfabetização e estimulo os empresários que conheço para que não deixem de exercer a cidadania e, através desse projeto, contribuam de maneira concreta com os menos favorecidosâ€, afirmou Rosa Richter, presidente da Associação Panamby e presidente da Associação de Moradores do Jardim Sul.
“O sucesso desse projeto se deve ao fato dele envolver o conjunto da sociedade. A parceria multiplica a capacidade de atuação e de realização e, nesse sentido, Paraisópolis pode contar com a genteâ€, afirmou no evento o sub-prefeito de Campo Limpo, Luiz Ricardo Santoro. “Esse tipo de iniciativa é um modelo de parceria para a cidade de São Paulo, ainda mais quando envolve alfabetizaçãoâ€, completou o sub-prefeito de M´Boi Mirim, também presente à formatura.
Jornal Hora do Povo 11 de Junho
Confraternização Escola do Povo - Jockey Clube SP
Vereador José Rolim esteve na formatura de 600 alunos da Escola do Povo
Na noite de segunda-feira (09/06), o vereador José Rolim prestigiou os 600 formandos do primeiro semestre de 2008 do projeto de alfabetização de jovens e adultos Escola do Povo, instalada na comunidade de Paraisópolis. O evento, que foi realizado no Jockey Club de São Paulo, contou com a participação de cerca de 800 pessoas e teve a presença do Prefeito Gilberto Kassab.
Alunos, professores, voluntários e apoiadores da Escola do Povo se emocionaram na abertura do evento, que foi feita pelo maestro João Carlos Martins, que executou o Hino Nacional ao piano. Em seguida, tocou o Hino à Negritude, acompanhado pelo professor Eduardo de Oliveira, que cantou o hino.
Além do vereador José Rolim, também fizeram parte da mesa: Márcio Toledo, presidente do Jockey Club de São Paulo; SÃlvia Zanotti, diretora da Fundação Nestlé; Carla Sabato, diretora de Marketing do Shopping Jardim Sul; Hilda Fiori, representante da Confederação das Mulheres do Brasil; Carla Vilhena, jornalista e voluntária da Escola do Povo; Rosa Richter, presidente do Conseg Morumbi e da Associação Panamby; Maria Helena Guimarães, Secretária Estadual de Educação; Miguel Manso, representante da Coordenação Nacional da Alfabetização; César Augusto Vilalba, superintendente da Caixa Econômica Federal; Nicolao Januzzi, diretor da Associação Citi Esperança; Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis; Juliana Rodrigues, presidente da Associação das Mulheres de Paraisópolis e o professor Eduardo de Oliveira, presidente do Congresso Nacional Afro-Brasileiro.
Site do Vereador José Rolim 09 de Junho de 2008
Viva o povo brasileiro!
O Jockey Club de São Paulo, um dos locais mais glamourosos do Brasil, berço de cerimônias que transformaram o PaÃs, abre suas portas hoje à noite para o povo de Paraisópolis. Centenas de moradores alfabetizados pela Escola do Povo serão apresentados à sociedade como cidadãos mais completos. Antes quase cegos diante de um universo letrado, agora sabem ler e escrever e conseguiram assim aumentar suas possibilidades. A cerimônia começará à s 7 da noite, com o hino nacional executado por um dos maiores talentos da música erudita, o pianista João Carlos Martins. Haverá polÃticos e aspirantes tentando tirar uma lasquinha na cerimônia. Mas não se pode perder de foco o protagonista da festa, o ator principal: o bravo povo brasileiro.

A formatura de 600 alunos do curso de alfabetização da comunidade de Paraisópolis, no bairro do Morumbi, reuniu lideranças comunitárias, femininas, estudantis, polÃticas, empresariais e representantes de governo no Jockey Club de São Paulo, na última segunda-feira (9), num evento que coroou um esforço conjunto para erradicar o analfabetismo entre jovens e adultos.
“Me perguntam se existe um cachê para tocar aqui. Aà eu respondo com a seguinte indagação: quanto é que eu tenho que pagar para poder participar de um evento com esta grandeza e importância como é a alfabetização em nosso paÃs? Faço isso como faço muitas coisas na vida, com amor e na base do voluntariado, como deve fazer um bom brasileiroâ€, afirmou o maestro João Carlos Martins, que executou ao piano o Hino Nacional e, na sequência, o Hino à Negritude interpretado por seu autor, o professor Eduardo de Oliveira.
“A Educação é uma possibilidade concreta de mudança. Só seremos unos enquanto Nação quando todos tiverem acesso à Educaçãoâ€, afirmou a empresária Sylvia da Costa Facciolla, da Alfaiataria de Negócios, que é parceira do projeto de alfabetização em Paraisópolis. Assim como ela, empresários de diversas áreas estiveram presentes e declararam apoio ao trabalho de alfabetização.